quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

COMO VIVER EM UM MUNDO EM GUERRAS




Estou pregando uma série de mensagens sobre o livro de Tiago e ainda estou no primeiro capítulo, mas esta postagem não é minha, li, gostei e copiei, achei bem oportuna, por que estamos passando por isso.
A fé cristã não fica isenta em responder o motivo pelo qual existem tantas guerras. E Tiago nos traz caminhos para compreender a natureza de conflitos e guerras.
Vejamos o que diz Tiago 3.1-12

Não devemos nos esquecer que Tiago não separa aquilo que ouvimos da prática. Para Tiago uma fé saudável é aquela que consegue exercitar estas duas realidades. O que ouvimos e aprendemos a partir da Palavra de Deus, deve ser aquilo que ocupa nossas ações.
Ao explicar a natureza das guerras, Tiago coloca a questão de dentro para fora. A saber, essas guerras são uma projeção da guerra instalada em nosso próprio peito. Carregamos uma guerra dentro de nós, por isso então, guerreamos exteriormente. “De onde vêm as guerras e contendas que há entre vocês? Não vêm das paixões que guerreiam dentro de vocês?”(Tiago 4.1).
Não há dúvidas de que as guerras causam prejuízos enormes a humanidade. Jogam uma nação contra a outra, trazendo dor e sofrimento. Isto porque, segundo Tiago as guerras começam dentro do nosso coração e uma vez instalada, então, acumulamos conflitos,  discórdias, confusões, contendas e etc.
Os conflitos chegam até mesmo trazer prejuízos a familiares. Certa vez, porque os pastores de Abraão e Ló (tio e sobrinho), não chegaram a uma concordância, isto foi suficiente para separá-los (Gênesis 13.7). Quantas famílias  não estão feridas, por causa dos conflitos, das “guerras”?  Quantos pais e mães não estão em conflito com seus filhos, não conseguindo  chegar a um entendimento?
Portanto, exercitar a fé cristã tem haver em conseguirmos entender a natureza, de onde procede tais guerras e então, encontrarmos os melhores caminhos para evitar “brigas” e  desavenças. Vejamos que ensinamentos Tiago traz a respeito das guerras e conflitos:
1- Enfrentamos uma guerra contra as pessoas
Uma das declarações imperativas da Bíblia refere-se a comunhão, a confraternização. O salmista Davi maravilhosamente descreve o valor e importância da comunhão em um dos seus salmos “Como é bom e agradável quando os irmãos convivem em união!” (Salmos 133.1-3). Contudo, nem sempre existe a comunhão, o amor e confraternização entre as pessoas. Absalão conspirou contra o próprio pai, Davi. Os próprios discípulos geraram tensões entre si, perguntando para Jesus quem era o maior entre eles (Lucas 9.46). Às vezes, os membros da igreja de Corinto entravam em contendas e levavam essas guerras para os tribunais (1 Coríntios 6.1-8). Portanto, a Bíblia nos traz fartos, exemplos de que nem sempre existe harmonia entre as pessoas.
Por vezes, enfrentamos uma “guerra” contra as pessoas. São comentários maldosos que fazemos. Ou então, julgamentos precipitados que realizamos,não concordo com isto, por isso sou contra. Também, atitudes maliciosas que tem o propósito de trazer prejuízos, contendas e levamos outros pensarem do mesmo jeito. Todas estas realidades apontam para a certeza de que, em alguns momentos os relacionamentos interpessoais tornam-se difíceis e rígidos, provocando atritos. Certa vez, Jesus disse que não somos juízes da vida alheia: “Não julguem, para que vocês não sejam julgados. Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês.” (Mateus 7.1-5).
Desta forma, o exercício da fé cristã entende que nem sempre conseguiremos manter um diálogo e relacionamento com nosso semelhante. Caso aconteça algum tipo de dificuldade e problemas de relacionamento, devemos buscar o melhor caminho para resolver tal pendência e assim seguirmos na mesma direção, para o alvo, não dividir.
2- Enfrentamos uma guerra contra nós mesmos
A fonte de todas as guerras está dentro do nosso coração: “De onde vêm as guerras e contendas que há entre vocês? Não vêm das paixões que guerreiam dentro de vocês?”(Tiago 4.1). A essência do pecado é o egoísmo. O primeiro casal caiu porque quis e ser igual a Deus. Abraão mentiu porque queria se proteger (Gênesis 12.10-20).
Desejos egoístas são coisas perigosas. Eles levam a ações erradas: “Vocês cobiçam  coisas, e não as têm; matam e  invejam, mas não conseguem obter o que desejam. Vocês   vivem a lutar e a fazer guerras. Não têm, porque não pedem.” (Tiago 4.2). Tiago agora se move do relacionamento errado com os outros irmãos para um relacionamento errado com Deus. Um dos grandes entraves às nossas orações é quando existe conflitos entre irmãos. Quando temos “guerras” com os irmãos, temos a comunhão interrompida com Deus. O próprio Jesus disse que antes de oferecer culto a Deus, aqueles que têm rancor, mágoas e outros sentimentos que podem trazer prejuízos a comunhão, deveriam concertar tais realidades para depois buscar ao Senhor (Mateus 5.23).
O que então podemos aprender? O nosso coração é o laboratório onde as “guerras” são criadas; a estufa onde elas germinam e crescem; o campo onde elas dão o seu fruto: “Pois do coração saem os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as imoralidades sexuais, os roubos, os falsos testemunhos e as calúnias.” (Mateus 15.19).
O exercitar a fé cristã tem haver em a cada dia examinarmos o nosso coração para não deixar que seja acúmulo de “lixo” e assim, abrirmos caminhos para relacionamentos saudáveis.
3- Enfrentamos uma guerra além de nós mesmos
Tiago conclui a questão das guerras que travamos, dizendo que existe uma guerra que está além de nós. Tiago fala de tentações que estão além, ou seja, que por vezes não enxergamos, mas são existentes. Que tipo de guerras são estas? É a guerra contra o mundo e o diabo.  Assim, quando Tiago usa a palavra mundo (Tiago 4.4), refere-se a uma sociedade, cujos valores, princípios e filosofia encontram-se à parte de Deus. Esse sistema que rege o mundo é anti-Deus. Tiago também fala a respeito do diabo (Tiago 4.6-7) com outro inimigo que esta além de nós. Como então, podemos vencer tais inimigos?
Tiago nos informa que Deus está incansavelmente do nosso lado. Ele nos dá graça suficiente para vencer. Desta forma, alcançamos a vitória através de quatro atitudes:
(a) Submissão a Deus (Tiago 4.7) – significa colocar todas as áreas da vida sob a autoridade de Deus, incondicionalmente;
(b) Resistência ao diabo (Tiago 4.7) – o diabo não é para ser temido, mas resistido. E somente quem se submete a Deus pode resistir ao diabo;
(c) Comunhão com Deus  (Tiago 4.8) – Quanto mais perto de Deus, mais parecidos com Jesus nós nos tornamos.  Quando nos chegamos a Deus, Ele se chega a nós;
(d) Humildade diante de Deus (Tiago 4.10) – Deus não despreza um coração quebrantado (Salmos 51.17);
Exercitar, portanto, a fé cristã é buscar o cuidado necessário para evitar que tais guerras tornem-se obstáculos à nossa vida com Deus. Quando estamos em paz com Deus, temos paz uns com os outros e então, uma fonte de paz começa a jorrar dentro de nós. Amém!
http://www.ipiourinhos.org.br/bin/wordpress/?p=3943

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